Resposta a carta de leitor 3 PDF Imprimir
18-Jan-2008



RESPOSTA A CARTA DE LEITOR DE 25/11/2004



ÈTICA E SINDICALISMO DOCENTE


A carta redigida pela professora Rita Pestana, publicada neste jornal em 25/11/2004, levanta a questão da ética no sindicalismo. A autora, Presidente da Mesa da Assembleia do S.P.M. – sindicato da Frenprof/CGTP-In – vem dizer que a generalidade dos Professores e Educadores da RAM têm vindo a aderir, de forma cadenciada e segura, ao SDPM – Sindicato Democrático dos Professores da Madeira. Para explicar este facto, aponta essencialmente a capacidade que o SDPM tem tido, para disponibilizar aos seus sócios (e não só!) soluções inovadoras, eficazes e de qualidade, nomeadamente em matéria de habitação e formação. Finalmente, remata com a questão da ética sindical – infelizmente abordada de forma unívoca e manifestamente parcial.

Falemos de ética sindical!

Desde os primórdios do movimento sindical, sempre existiram duas formas de estar e encarar o mundo laboral, duas posturas, i. e., duas éticas sindicais:

Por um lado, a ética revolucionária, herdeira dos princípios marxistas, própria de movimentos que vêem na intervenção sindical o palco ideal propício ao desenvolvimento da luta de classes e de outras lutas políticas. Esta é a ética do sindicato da autora acima referida. Este é o seu projecto político-sindical.

Por outro lado, há a ética própria de outros movimentos sindicais, em que se enquadra o SDPM. Um sindicato que vem da tradição da FNE – Federação Nacional dos Sindicatos de Educação, integrante da UGT – União Geral dos Trabalhadores. Estes são movimentos que apostam num sindicalismo de proposta, de negociação com vista ao estabelecimento de acordos, com o intuito de, a cada momento, conseguir as melhores condições de trabalho para os docentes, dignificando a sua carreira e afirmando a sua profissionalidade, dedicação e competência.

É por nos integrarmos nesta tradição que estamos ao lado dos docentes, respondemos às suas necessidades, em particular na formação contínua. Esta é uma área em que temos investido um conjunto significativo de recursos, procurando trazer à RAM formadores da mais reconhecida competência científica e pedagógica, quer a nível nacional, quer a nível internacional. É agindo e quebrando inércias que o SDPM tem procurado acompanhar e apoiar os professores e educadores da RAM – e fazemo-lo com orgulho, dedicação e o trabalho empenhado de uma vasta equipa de colegas e colaboradores.

Defender uma sociedade democrática e justa é não só respeitar a liberdade de opção de todos, mas sobretudo criar e disponibilizar os meios necessários para que cada um possa, concretamente, escolher as soluções que melhor lhe convêm. já que cada um será o melhor juiz dos seus interesses!



Jaime Freitas

(Presidente do SDPM)